
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participou de um evento de extrema-direita nos Estados Unidos e protagonizou um episódio que pode ter sérias consequências jurídicas para ele e para o pai, Jair Bolsonaro.
Durante o CPAC, Eduardo teria realizado uma transmissão ao vivo com o objetivo de mostrar o que acontecia no evento diretamente ao ex-presidente. A iniciativa, no entanto, contrariaria frontalmente uma decisão do Supremo Tribunal Federal.
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o último dia 27 de março, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, utilizando tornozeleira eletrônica. Entre as medidas cautelares impostas, está a proibição do uso de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e o recebimento de conteúdos transmitidos por outras pessoas.
ATENÇÃO! Esse vídeo precisa chegar ao Ministro Alexandre de Moraes. Eduardo Bolsonaro, no evento de extrema-direita nos Estados Unidos, estava fazendo uma transmissão ao vivo para mostrar o que tava acontecendo no evento ao Bolsonaro, que está em prisão domiciliar sem poder ter… pic.twitter.com/iOWfYwHHGk
— Julio Freiress 🇧🇷 (@JFreiress_) March 28, 2026
Caso tenha realizado e enviado ao pai, como disse ter feito, Eduardo Bolsonaro teria violado de forma clara essas restrições, abrindo espaço para uma escalada nas consequências judiciais do caso.
Apresentado como ‘ex-deputado federal em exílio’, Eduardo chamou ao palco o irmão Flávio Bolsonaro, mas fez questão demostrar à audiência que estava registrando o evento em um vídeo de celular e estaria mostrando ao ex-presidente condenado.
Possíveis desdobramentos
Especialistas apontam que o episódio pode levar a decisões imediatas por parte do STF, incluindo:
• Revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro;
• Retorno ao regime fechado;
• Abertura de investigação contra Eduardo Bolsonaro por auxílio ao descumprimento de decisão judicial;