Eduardo Bolsonaro defende bandeira dos EUA em evento de Flávio e ataca Lula

Atualizado em 17 de agosto de 2026 às 14:14
Flávio Bolsonaro e bandeira dos Estados Unidos em ato em Copacabana
Flávio Bolsonaro diante de uma bandeira dos Estados Unidos em ato político em Copacabana. Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro atacou o presidente Lula ao defender a presença de uma grande bandeira dos Estados Unidos no ato de campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), no domingo (16), em Copacabana, no Rio de Janeiro. O símbolo americano foi exibido entre bandeiras brasileiras e roupas verde-amarelas usadas por apoiadores.

“E você acha que se não tivesse ninguém estaria nos ‘acusando’ de sermos pró-EUA”, disse Eduardo. Em seguida, afirmou: “Lula está botando o Brasil de 4 para a China. A China tarifa o Brasil mais do que os EUA e o super defensor da soberania lambe as botas dos chineses. Seguiremos trabalhando com a verdade”.

A bandeira ganhou repercussão porque apoiadores a estenderam durante a execução do Hino Nacional Brasileiro.

Gleisi Hoffmann classificou a exibição como “entreguista”. Defensores de Flávio alegaram que a bandeira expressava proximidade com setores da direita internacional e com os Estados Unidos.

Flávio cita Estados Unidos, China e Israel em discurso

Do trio elétrico, Flávio disse que seria o único candidato capaz de negociar ao mesmo tempo com Estados Unidos, China e Israel em busca de acordos para o Brasil. Ele também mencionou conversas anteriores com integrantes do governo de Donald Trump na Casa Branca sobre segurança pública.

O ato ocorreu na altura do Posto 5 da Avenida Atlântica e reuniu cerca de 8,9 mil pessoas no momento de maior concentração, por volta das 11h30, conforme estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap. O público ficou abaixo de manifestações anteriores de Jair Bolsonaro na praia carioca.

Aliados de Flávio argumentaram que o evento não teve a estrutura de caravanas e ônibus usada em grandes mobilizações do ex-presidente. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, atribuiu a presença menor, entre outros fatores, às condições climáticas.

Flávio subiu ao trio elétrico com colete à prova de balas, atacou o governo Lula e prometeu reduzir impostos e cargos públicos. Ele também defendeu enquadrar facções criminosas e milícias como organizações terroristas; o ato reproduziu uma mensagem gravada de Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.

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