Eduardo Bolsonaro e a invasão ao Capitólio: faltou “matar todos os policiais lá dentro ou os congressistas”

Eduardo Bolsonaro e Donald Trump
(Imagem: Joyce N. Boghosian/Casa Branca)

Eduardo Bolsonaro negou participação numa reunião secreta com apoiadores de Trump em Washington que teria articulado o ataque ao Capitólio nos EUA em janeiro.

Até aí morreu o Aécio Neves. Estranho seria se admitisse a conspiração.

Ele conta que estava tentando agendar uma reunião com Jared Kushner, genro de Trump. Como estava em viagem ou tinha mais o que fazer, Kushner acabou sugerindo que o Zero 3 falasse com sua mulher, Ivanka.

“Ivanka, inclusive, segurou minha bebê no colo”, disse o deslumbrado Eduardo, que postou a foto nas redes sociais.

Mas o que chama atenção foi uma espécie de queixume com relação ao desfecho da invasão que teve como saldo cinco mortos e foi estimulada pelo ídolo mundial da extrema-direita.

“Foi um movimento desorganizado. Foi lamentável. Ninguém desejava que isto ocorresse”, falou.

Faltou um plano de ação elaborado, segundo o deputado.

“Se fosse organizada [a insurreição], teriam tomado o Capitólio e feito reivindicações que já estariam previamente estabelecidas pelo grupo invasor”, ensinou.

“Eles teriam um poder bélico mínimo para não morrer ninguém, matar todos os policiais lá dentro ou os congressistas que eles tanto odeiam. No dia em que a direita for 10% da esquerda, a gente vai ter guerra civil em todos os países do Ocidente”.

2022 está aí e as minhocas golpistas na cabeça de Eduardo também, se ninguém impedi-lo.

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