Eduardo Bolsonaro embaixador nos EUA: surto da família agora é internacional. Por Moisés Mendes

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POR MOISÉS MENDES

O mais impressionante é que o filho de Bolsonaro se considera mesmo apto a ocupar a mais importante embaixada do Brasil. Com a maior naturalidade.

E na cabeça do Bolsonaro pai, a diplomacia chegaria à perfeição se os filhos dos presidentes, e não os diplomatas, ocupassem as embaixadas.

A discussão sobre nepotismo nem é a mais relevante agora, apesar de aparecer em todas as notícias. Essa questão, se um filho pode ou não ser embaixador nomeado pelo pai presidente, só deveria ser abordada se a primeira grande dúvida estivesse desfeita.

E a primeira dúvida é se o rapaz tem condições de ser embaixador e chefiar diplomatas de carreira que estudaram para fazer mediação, para negociar, para ouvir e ceder, e não para gerar conflitos.

Eduardo Bolsonaro é um propagador de ódios, desconfianças e afrontas, não tem nada do caráter da diplomacia, sem falar nos requisitos técnicos.

Se não entende nem respeita a linguagem de uma conversa cotidiana da política, como o filho do homem poderá querer entender a linguagem complexa da diplomacia?

Alguém tem que impedir que mais essa loucura se concretize. O surto de toda a família era doméstico. Agora é caso internacional.

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