Eduardo Bolsonaro festeja decisão de Trump e defende combate ao PCC “igual ao Bin Laden”

Atualizado em 28 de maio de 2026 às 21:53
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Eduardo Bolsonaro (PL). Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal foragido nos EUA Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comemorou nesta quinta-feira (28) a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em vídeo publicado nas redes, ele afirmou que as facções poderão ser combatidas “igual o Bin Laden era”.

“Pessoal, acabou de sair a designação do Comando Vermelho e do PCC como grupos narcoterroristas. Assim, vai ficar muito mais difícil deles fazerem as suas movimentações financeiras”, disse Eduardo Bolsonaro.

Na sequência, ele afirmou que a classificação poderá ampliar a atuação estadunidense contra as facções fora do Brasil. “Eles vão poder ser combatidos igual o Bin Laden era, ou seja, qualquer atividade deles fora do país, como por exemplo, no Paraguai, na Colômbia, na Bolívia, no Peru, nos grandes produtores de cocaína, eles vão sofrer o combate não só do DEA mais intenso, mas também das Forças Armadas americanas”, declarou.

A Secretaria de Estado do governo Trump informou que a designação será efetivada em 5 de junho. A decisão inclui PCC e Comando Vermelho nas listas estadunidenses de terrorismo e foi celebrada por bolsonaristas após Flávio Bolsonaro afirmar que havia pedido a Donald Trump a medida em agenda nos Estados Unidos.

Eduardo Bolsonaro agradeceu a Donald Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio, ao vice-presidente JD Vance e a outros integrantes da administração estadunidense. “Esse é um grande dia para todos aqueles que sofrem na mão desses bandidos”, afirmou.

No fim do vídeo, ele associou a decisão à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. “E a depender de nós, em 2027, o presidente Flávio Bolsonaro vai poder fazer muito, mas muito mais pela segurança pública de todos nós que sofremos na mão desses bandidos”, disse.

A fala ocorre em meio à reação do governo Lula à decisão dos Estados Unidos. Mais cedo, Celso Amorim, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, afirmou que cooperação internacional é bem-vinda, mas que “pretexto para intervenção é inaceitável”.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!