Eduardo Bolsonaro promete denunciar “irregularidades nas eleições” a Trump

Atualizado em 2 de abril de 2026 às 6:29
Eduardo Bolsonaro nos EUA. Foto: Saul Loeb/AFP

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que pretende denunciar ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, eventuais irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais deste ano. Em entrevista ao Metrópoles, o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que acompanhará de perto a atuação da Corte e levará suas acusações a representantes da Casa Branca, parlamentares dos EUA e também à mídia internacional, na tentativa de pressionar por reações externas ao processo eleitoral brasileiro.

Segundo Eduardo, as denúncias poderão ser feitas de forma imediata, à medida que os fatos ocorrerem. Ao justificar a estratégia, ele disse que a dinâmica atual da política e da comunicação permite atuação em tempo real.

“Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, declarou.

O ex-parlamentar afirmou ainda que pretende acionar diversos canais com influência política ou pública nos Estados Unidos. “À Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais. Aonde eu tiver espaço, onde eu for consultado a levar informação, ali eu estarei para me expressar”, disse.

Donald Trump e Eduardo Bolsonaro. Foto: reprodução

A fala reforça a disposição de Eduardo Bolsonaro de internacionalizar a disputa política brasileira e buscar apoio fora do país para contestar decisões e condutas de autoridades eleitorais.

Ao comentar o cenário, Eduardo relacionou essa ofensiva a um relatório divulgado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Na avaliação dele, o documento deve servir como um sinal de alerta ao TSE em relação ao que classifica como possível censura durante as eleições de outubro.

“Tudo isso pode sim gerar consequências reais. Isso tem que ser interpretado como um alerta e o TSE tem que se movimentar para impedir essa censura nas eleições”, afirmou o ex-deputado.

Eduardo também voltou a criticar decisões adotadas pela Justiça Eleitoral nas eleições de 2022. Segundo ele, ministros do TSE teriam usado critérios diferentes ao analisar ações envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro.

Com base nessa leitura, afirmou que o governo Trump poderia reagir contra integrantes da Corte, caso entenda haver fundamento para isso. “O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, ou que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, disse.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.