Eduardo Bolsonaro quer pena de morte no Brasil. Vale para políticos com esquemas com assessores? Por Kiko Nogueira

Eduardo Bolsonaro (dir.) e o Mamãe Falei, do MBL

Eduardo Bolsonaro continua voltando cheio de suvenires de suas perambulações pelo mundo em nome do pai.

Ele quer importar da Indonésia a pena de morte para traficantes de drogas, autores de crimes hediondos e “políticos que desviam dinheiro da saúde”.

Um plebiscito pode ser convocado, diz ele.

Vai ficando claro o que Jair queria dizer com “poder paralelo sem intermediação”. Chavismo puro.

Eduardo não se faz de rogado.

“Eu sei que é uma cláusula pétrea da Constituição, artigo 5º etc. Porém, existem exceções. Uma é para o desertor em caso de guerra. Por que não colocar outra exceção para crimes hediondos?”, questionou em entrevista ao Globo.

De acordo com o jornal, uma tentativa de Eduardo de passear num complexo penitenciário gerou constrangimento diplomático e ele foi convencido a não ir após a intervenção da Embaixada brasileira.

Eis que estamos nos inspirando no maior país muçulmano do planeta, governado por Joko Widodo, que recentemente aprovou a castração química para pedófilos.

Quanto está custando essa turnê de Eduardo para os cofres públicos?

A Indonésia é um dos destinos mais caros do mundo, lugar de surfista rico queimar neurônio em praias espetaculares com resorts de luxo.

Eduardo é uma versão careca de inteligência de Phileas Fogg, o personagem de Júlio Verne que deu a volta ao mundo em oitenta dias.

No Twitter, seu pai o desautorizou, dizendo que o debate “não fez parte de minha campanha. Assunto encerrado antes que tornem isso um dos escarcéus propositais diários”.

Ora. Quem causa o barulho é sua turma, Jair.

A estratégia é fazer uma cortina de fumaça para desviar o foco do escândalo dos assessores dos Bolsonaros.

Cabe a pergunta de R$ 1,2 milhão: os políticos que têm esquema com assessores também serão fuzilados nessa utopia bolsonarista?

Ou receberam desde já o perdão divino de Sergio Moro?

 

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