Eduardo Bolsonaro quer ser o Kim Jong-un brasileiro. Por Miguel Enriquez

Eduardo Bolsonaro. Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Sem favor algum o mais sem noção entre os três filhos adultos do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro ( PSL) resolveu dar uma de Kim Jong Un, o amado líder da Coréia do Norte, nesta terça feira.

Segundo o jornal O Globo, em evento da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, da qual é presidente, o 03 defendeu a posse de armas nucleares pelo Brasil e disse que o “politicamente correto” o impede de falar abertamente sobre a possibilidade de guerra com a Venezuela.

Na plateia, um grupo de alunos da Escola Superior de Guerra, composto de oficiais do Exército, Marinha e Aeronáutica.

“São bombas nucleares que garantem a paz. Se nós já tivéssemos os submarinos nucleares já finalizados, que têm uma economia muito maior dentro d’água, se nós tivéssemos um efetivo maior, talvez fôssemos levados mais a sério pelo (Nicolás) Maduro, ou temidos pela China ou pela Rússia , declarou o parlamentar, do alto da sua ignorância sobre o tema.

Embora saiba perfeitamente que o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, assinado por 189 países, foi endossado pelo Brasil no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1998, assim como o Tratado de Tlatelolco, assinado por todos os países da América Latina e Caribe. o deputado desconhece a natureza do programa de construção do submarino nuclear brasileiro.

Batizado de SN Álvaro Alberto (SN-10), em homenagem ao vice-almirante pioneiro na criação do programa nuclear naval, o submarino está sendo desenvolvido desde 2012 pela Marinha do Brasil, em parceria da França.

No caso, nuclear é apenas o combustível que será empregado na embarcação, que estará voltada exclusivamente para a caça de outros submarino, sem carregar mísseis balísticos.

Inconformado com a pobreza franciscana do Brasil no departamento atômico, Eduardo citou a Índia e Paquistão, dois dos poucos países que não assinaram o tratado de Não Proliferação, como um exemplo positivo.

“Paquistão e Índia, como é a relação dos dois? Se só um tivesse bomba nuclear, a relação não seria a mesma. Sou entusiasta dessa visão”, pontificou o falcão guerreiro da Barra da Tijuca.

“Vão dizer que eu sou agressivo ou que quero tocar fogo no mundo, mas enfim”.

E encerrou com fecho de ouro sua intervenção: “Por que o mundo inteiro respeita os Estados Unidos? Explodiram o World Trade Center, o que eles fizeram? Passaram por cima de tudo quanto é veto e invadiram o Iraque.”

Além de Nicolás Maduro, certamente Vladimir Putin e Ji Jinping não terão um sono tranquilo esta noite.

 

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