
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, abordou a estratégia do irmão, Flávio Bolsonaro, para as eleições presidenciais de 2026. Em entrevista feita à Fox News Latina, o ex-deputado destacou a proposta de Flávio de focar nas críticas à administração de Lula, com ênfase nas falhas na economia e segurança pública. “A estratégia do Flávio é mostrar o quão ruim é a administração Lula”, declarou Eduardo, reforçando a narrativa da direita de que o atual governo não tem cumprido suas promessas.
Eduardo também destacou que a direita deve se unir em torno da candidatura de Flávio, afirmando que o maior desafio para o Brasil seria impedir a reeleição de Lula. “Todos eles, não importa quem vai para a segunda ronda contra o Lula, todos estarão juntos, porque todos sabemos que o pior que pode acontecer para o país é a reeleição de Lula”, afirmou, apelando para um movimento de união da direita e focado no ódio ao adversário. No entanto, tal ideia parece difícil de ser concretizada devido à fragmentação interna da direita e a crescente polarização política no Brasil.
Eduardo Bolsonaro também defendeu a presença de mais candidatos de direita, como uma forma de garantir que a crítica ao governo Lula seja mais eficaz. “Com certeza é muito bom que nós tenhamos mais candidatos no cenário da direita”, disse, sugerindo que essa multiplicação de nomes pode ajudar a fortalecer as críticas ao governo atual. Seu discurso, focado em críticas duras ao governo, continua a ser uma marca de seu posicionamento político.
Em outro momento, Eduardo mencionou sua própria situação e a de sua família, refletindo sobre a possibilidade de um “perdão”. “Então, esperamos que Flávio seja eleito, e que ele tenha o poder de me perdoar, meu pai, e mais de 400 pessoas conservadoras que estão presas”, declarou, utilizando a retórica de vitimização que tem sido recorrente no discurso de membros da família Bolsonaro.
A entrevista também abordou a questão da política externa, com Eduardo comparando a situação política na Venezuela e em outros países latino-americanos. “Não há diferença entre esses caras do El Chapo ou Pablo Escobar. A única diferença é que Nicolás Maduro e Daniel Ortega roubaram o país”, afirmou, alinhando-se à retórica de oposição ideológica que busca associar figuras de esquerda a regimes autoritários e corruptos.
Jair Bolsonaro é a personificação da perseguição, o principal alvo, a pessoa mais comentada da lawfare
Expor isso não é privilegiar Bolsonaro, é aproveitar a oportunidade de poder sintetizar para a comunidade internacional o que ocorre no Brasil e alertar: amanhã podem ser vocês https://t.co/eknsoPHJQ3 pic.twitter.com/eFmHtcULjW
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) February 15, 2026