Efeito Lula: Brasil atrai US$ 11,3 bi em investimentos em setembro, recorde para o mês desde 1995

Atualizado em 27 de outubro de 2026 às 6:35
Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

A entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) somou US$ 11,294 bilhões em setembro de 2026, o maior resultado para esse mês desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (26), segundo a CNN Brasil.

O recorde anterior para setembro havia sido registrado em 2011, com US$ 9,994 bilhões. O resultado de 2026 ficou US$ 1,3 bilhão acima daquela marca, uma diferença de aproximadamente 13% em valores nominais.

A entrada de recursos também superou todas as estimativas da pesquisa Projeções Broadcast. A mediana das previsões dos analistas era de US$ 6,5 bilhões, enquanto a projeção mais elevada apontava US$ 10,1 bilhões. O saldo efetivo ultrapassou esse teto em US$ 1,194 bilhão.

Banco Central do Brasil
Banco Central. Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

No acumulado de janeiro a setembro, o país recebeu US$ 75,709 bilhões líquidos em investimento direto. O montante já supera a projeção de US$ 75 bilhões para todo o ano de 2026 apresentada pelo Banco Central no Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre. O resultado anual ainda dependerá dos fluxos dos meses restantes.

Em 12 meses, a entrada líquida atingiu US$ 88,270 bilhões, equivalentes a 3,43% do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador reúne participação no capital de empresas e operações de crédito entre companhias vinculadas, conforme a definição do Banco Central.

Em fevereiro de 2025, a entrada de investimentos diretos no Brasil também superou as expectativas, somando US$ 9,3 bilhões, ante os US$ 5,5 bilhões previstos por analistas. Os dados divulgados agora correspondem a setembro de 2026 e antecedem o segundo turno presidencial.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!