É a eleição com a maior reunião de picaretas desde o fim da ditadura. Por Moisés Mendes

Atualizado em 21 de agosto de 2026 às 22:15
Flávio Bolsonaro
O candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Divulgação/Victor Salles

Saiu a pesquisa Datafolha. No segundo turno, Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro fica com 43%. Frustra a extrema direita e os comentaristas dos jornalões, que apostavam na recuperação do filho ungido.

Lula tinha 48% na pesquisa de julho, e Flávio tinha os mesmos 43%, ou seja, não mudou nada. O resultado de hoje é o mesmo da pesquisa de junho: 47% a 43%. A sunga branca do sujeito não surtiu efeito até agora.

O Datafolha manteve a decisão de incluir na pesquisa o vigarista Pablo Marçal, do PRTB, assessor de ‘marketing’ de Flávio, mesmo que não seja candidato com registro aprovado pelo TSE.

Marçal
O influenciador e candidato a presidência, Pablo Marçal (PRTB). Foto: Bruno Santos/Folhapress

O pilantra obteve 2% no primeiro turno, atrás de Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Romeu Zema (Novo), com 3%. Mesmo somados, Zema e Marçal só vencem a margem de erro.

É a eleição à presidência em que Lula enfrenta o maior número de picaretas desde a primeira disputa, em 1989, a primeira pós-ditadura.

Os que não forem considerados picaretas, por falta de formação superior, podem ser definidos como pilantras. E os que escaparem da definição de pilantras podem ser chamados de vigaristas. A maioria é mais vigarista do que fascista.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/