
Milhares de eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, que renovarão toda a Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e os governos de 36 estados. O resultado definirá qual partido controlará o Congresso pelos próximos dois anos e poderá mudar a margem de apoio do presidente Donald Trump.
Os republicanos controlam atualmente as duas Casas legislativas, mas enfrentam disputas acirradas. Pesquisas e projeções apontam vantagem democrata na corrida pela Câmara, enquanto o Senado aparece mais indefinido, com possibilidade de troca de maioria a partir de janeiro de 2027.
As chamadas midterms ocorrem na metade do mandato presidencial. Deputados estadunidenses têm mandato de dois anos, e senadores, de seis; por isso, o país elege os 435 integrantes da Câmara a cada dois anos e renova aproximadamente um terço do Senado no mesmo período.
Trump não disputa um cargo nesta votação, mas depende da manutenção das maiorias republicanas para facilitar a tramitação de projetos de seu governo. Se os democratas conquistarem uma ou ambas as Casas, poderão barrar iniciativas da Casa Branca e conduzir investigações parlamentares.

Apuração varia entre estados e pode se estender por dias
Os Estados Unidos não têm um órgão nacional equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral brasileiro. Cada estado estabelece regras próprias para a votação e a contagem, e os horários de fechamento das seções eleitorais também variam conforme a região.
Em boa parte do país, os eleitores usam cédulas de papel, e trabalhadores eleitorais fazem a contagem sob fiscalização de representantes partidários. Quando a diferença entre candidatos é muito pequena, partidos ou tribunais podem pedir recontagem para confirmar o vencedor.
Os primeiros resultados devem sair ainda na noite de terça-feira, mas a definição sobre o comando do Congresso pode demorar. Em 2022, a disputa pela Câmara só terminou mais de uma semana após a eleição, em parte pelo tempo necessário para contar votos enviados pelo correio.
Campanhas eleitorais arrecadaram mais de US$ 15 bilhões, segundo estimativas da imprensa estadunidense. A Associated Press reúne resultados oficiais enviados por centenas de repórteres e usa dados estatísticos para projetar vencedores antes do encerramento completo da apuração.