Em 5 meses, Bolsonaro vai do “acabou, porra” ao jantar na casa de Toffoli com Kassio Marques e Alcolumbre

Bolsonaro abraça Toffoli em reunião com Alcolumbre e Kassio Nunes Marques

O desembargador Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro à vaga de Celso de Mello no STF, participou na noite de sábado, 3, de um encontro na casa de Dias Toffoli.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estava lá.

Bolsonaro chegou por volta das 18h50, pouco antes do início do jogo entre Palmeiras e Ceará pelo Campeonato Brasileiro, e saiu três horas depois.

Alcolumbre disse à imprensa que na próxima terça, dia 6, será definido, em reunião de líderes, o calendário de tramitação da nomeação de Kassio Marques ao Supremo.

Barbada.

A indicação de Marques gerou críticas de militares e evangélicos, que disseram, nos bastidores, estarem desapontados com a escolha do nome.

Malafaia, que esperava emplacar um colega terrivelmente fanático, está dando piti, ressalvando que é “amigo”.

Nas redes sociais, seguidores radicais e descerebrados, como o fugitivo Allan dos Santos, estão tirando a calcinha por cima da cabeça.

Você sabe que pode impedir essa nomeação. Isso não significa ser CONTRA Jair Bolsonaro”, escreveu no Twitter.

Olavo de Carvalho fez um apelo.

“Presidente: Gostamos de você e entendemos as suas dificuldades, mas, por favor, pare de chamar de estratégia o que é mera acomodação forçada a poderes superiores”, pediu.

A palavra “decepção” ficou entre os assuntos mais comentados na rede social. Criaram a hashtag “Deixa o Toffoli te Leitar”.

Na visão dessa turma, Kassio Nunes Marques é abortista e comunista por causa da indicação ao TRF-1 por Dilma Rousseff.

Ele liberou a compra de lagostas e vinhos premiados no Supremo e votou contra a deportação do italiano Cesare Battisti em 2015.

Num intervalo de cinco meses, o presidente foi do “acabou, porra”, chilique contra decisões “monocráticas” da Corte, ao abraço gostoso em Dias Toffoli.

Tudo para proteger a família, tudo em nome da sobrevivência.

Bolsonaro está mostrando que faz qualquer coisa para não cair. Inclusive fingir governar.

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