Em 7 horas, ex-chefe do Exército respondeu todas perguntas da PF sobre plano golpista

Atualizado em 2 de março de 2024 às 7:48
O general Freire Gomes — Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O general Freire Gomes, que comandou o Exército em 2022, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (1º), respondendo a todas as perguntas relacionadas ao inquérito que investiga uma alegada tentativa de golpe de Estado para obstruir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante mais de sete horas, Freire Gomes foi ouvido na sede da PF em Brasília, sendo informado de sua condição de testemunha, com a obrigação de falar a verdade. Ele começou a falar às 15h e permaneceu na sede da Polícia Federal (PF) por volta de 22h30.

De acordo com informações obtidas pela TV Globo junto a fontes da PF, o general forneceu todas as informações que possuía durante o depoimento. Os agentes agora visam manter o conteúdo em sigilo para preservar a integridade da investigação.

Vale destacar que o depoimento integra a operação Tempus Veritatis, iniciada pela PF em 8 de fevereiro, que investiga possíveis envolvimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ex-ministros e militares em uma conspiração golpista.

Os investigadores destacam o papel relevante do general Freire Gomes em impedir o uso das tropas do Exército em atividades golpistas na capital federal. A PF busca entender por que ele não denunciou as atividades conspiratórias do governo.

Jair Bolsonaro e Freire Gomes. Foto: reprodução

Um dos pontos de interesse na investigação é o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília, sobre o qual Freire Gomes ordenou que não fosse desmantelado no final de 2022.

A PF investiga se essa decisão foi tomada por iniciativa própria ou se o ex-comandante recebeu ordens superiores para interromper a desmobilização conduzida pela PF e pela Polícia Militar do DF.

Além disso, o depoimento do ex-comandante será complementar ao do general Estevam Theophilo, descrito pelos investigadores como altamente produtivo.

Segundo informações dos investigadores, o general Theophilo esclareceu que não possuía autoridade para ordenar ações das tropas, apenas para coordená-las após a ativação. Ele enfatizou a necessidade de uma ordem para que as tropas entrassem em ação, momento em que ele assumiria a coordenação das operações.

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