Em campanha, Temer elogia sua quadrilha: “Todos os ministros se houveram com a maior eficiência”

União lança programa Internet para Todos

POR MIGUEL ENRIQUEZ

Mentiroso contumaz e ilusionista, Temer se superou ao discursar para cerca de 2,4 mil prefeitos que participaram na tarde da segunda-feira (12/3), no lançamento do programa Internet Para Todos, do Ministério de Ciência e Tecnologia, em cerimônia no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.

O programa pretende levar acesso à banda larga para mais de 40 mil localidades situadas em regiões remotas sem conectividade.

Com vistas às eleições de outubro, Temer também sancionou o projeto aprovado no Congresso Nacional que libera R$ 2 bilhões para os municípios desenvolverem ações nas áreas de educação, saúde e assistência social.

Aproveitando a presença de sete ministros, ele resolveu elogiar o trabalho de seus subordinados. “Tive muita sorte, Deus me ajudou. Porque em todos os ministérios onde coloquei os ministros, todos se houveram com a maior eficiência”, afirmou numa fala acompanhada pelos maneirismos de sempre com as mãos.

E arrematou: “todos os avanços foram feitos graças à crença no Brasil, baseada na ideia do otimismo de cada um.”

Entre os que “se houveram com a maior eficiência”, não custa lembrar Romero Jucá, ex-ministro do Planejamento afastado em decorrência da delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que também derrubou o então ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, acusado de receber propinas no valor de R$ 1,5 milhão, Geddel Vieira Lima, o homem das malas com R$ 52 milhões de reais, por tentativa de influir na obtenção de uma licença irregular para a construção de um prédio em Salvador, na Bahia, José Serra, que se demitiu do ministério das Relações Exteriores, tão logo seu nome foi envolvido em denúncias de recebimento de propinas da Odebrecht, entre outros.

Figuram no “entre outros” o ministro da Cultura Roberto Freire, cujo feito mais importante foi bater boca com o escritor Raduan Nassar, na cerimônia de entrega do Prêmio Camões, bem como a ex-ministra dos Direito Humanos Luislinda Valois, celebrizada por sua luta contra o trabalho escravo, o que a levou a tentar acumular seu salário no governo com uma aposentadoria como desembargadora, estourando o teto constitucional.

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