Em inglês, Eduardo Bolsonaro cobra novas sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes

Atualizado em 15 de junho de 2026 às 22:08
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Foto: reprodução

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a pedir que o governo dos Estados Unidos imponha sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um dia antes de seu julgamento por coação no curso do processo. A ação penal contra o ex-deputado será analisada nesta terça-feira (16) pela Primeira Turma da Corte.

Em publicação feita em inglês no X, Eduardo afirmou que o STF estaria se preparando para condená-lo em retaliação ao presidente Donald Trump. Ele defendeu a retomada de sanções contra Moraes e chamou o ministro de “violador de direitos humanos”.

“Não sei quem aconselhou a suspensão dessas sanções, mas fazê-lo foi, no mínimo, um grave erro”, escreveu o filho de Jair Bolsonaro. Segundo ele, Moraes estaria aguardando o retorno de uma administração democrata radical aos Estados Unidos para agir contra aliados de Trump.

O ex-deputado foragido também questionou a acusação apresentada contra ele. Para Eduardo, tratar suas articulações com integrantes do governo estadunidense como crime equivaleria a afirmar que autoridades dos Estados Unidos integrariam uma organização criminosa.

O julgamento está marcado para esta terça-feira. A Defensoria Pública da União, responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro após ele não indicar advogado particular, pediu que um ministro da Segunda Turma fosse convocado para compor o colegiado, já que a Primeira Turma está com uma vaga aberta desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Alexandre de Moraes rejeitou o pedido e manteve a análise da ação penal. O caso será julgado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e pelo próprio relator.

A Procuradoria-Geral da República acusa Eduardo Bolsonaro de atuar nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no julgamento da trama golpista, no qual Jair Bolsonaro foi condenado. Segundo a PGR, ele buscou apoio para medidas como sanções e tarifas contra o Brasil em reação ao andamento do processo.

A ofensiva envolvia a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, instrumento que pode bloquear bens, restringir propriedades em território estadunidense e impedir entrada no país. Eduardo Bolsonaro foi citado por edital e não compareceu ao interrogatório por videoconferência marcado no processo.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!