Em meio à explosão do “BolsoMaster”, Eduardo Bolsonaro e Mário Frias viajam ao Oriente Médio

Atualizado em 14 de maio de 2026 às 22:46
O epicentro da crise Bolsomaster
Poster do filme “Dark Horse”, o ponto central no escândalo Bolsomaster. Foto: Reprodução/Instagram @therealjimcaviezel

Eduardo Bolsonaro e Mário Frias estão no Bahrein, no Oriente Médio, em meio à crise aberta pela revelação de áudios em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Os dois são apontados como personagens centrais do caso. Com informações do SBT News.

Eduardo Bolsonaro e Mário Frias viajaram ao Golfo Pérsico nos últimos dias. Paulo Figueiredo, blogueiro bolsonarista e aliado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, também participa da viagem.

O Intercept Brasil revelou áudio de Flávio Bolsonaro cobrando Vorcaro por recursos para o filme. A reportagem aponta que parte do dinheiro teria sido enviada para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e controlado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro.

Mário Frias é produtor executivo e participou da elaboração do roteiro de “Dark Horse”. Segundo o Intercept, ele enviou mensagem a Daniel Vorcaro agradecendo pelo apoio ao projeto.

Eduardo Bolsonaro e Mário Frias estão no Bahrein
O ator e deputado federal Mario Frias (PL), junto do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Câmara dos Deputados informou ao SBT News que Mário Frias apresentou pedido de missão oficial sem ônus para cumprir agenda no Bahrein entre 12 e 18 de maio. Segundo a Casa, o deputado recebeu convite da embaixada do Bahrein para reuniões no parlamento do país e no Comitê de Desenvolvimento Econômico.

Paulo Figueiredo disse ao SBT News que a viagem dele e de Eduardo Bolsonaro já estava marcada com antecedência e que as agendas dos dois são privadas. Mário Frias foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou.

Após a revelação da conversa de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, Eduardo Bolsonaro disse que não houve uso de dinheiro público e que os recursos solicitados eram “privados para uso privado”. Mário Frias afirmou inicialmente que não havia “um centavo” de Vorcaro no filme, mas depois disse que fechou contrato com a Entre Investimentos, empresa citada nas conversas reveladas pelo Intercept.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!