Em Pinda, isolado e sem agenda, Alckmin não sabe se vai a velório de dirigente tucano. Por José Cássio

    Geraldo Alckmin como comentarista de TV. Foto: Reprodução/YouTube

Quando ninguém imaginava que a vida de Geraldo Alckmin pudesse piorar eis que a TV Gazeta solta um comunicado informando que colocou um ponto final no Todo Seu, programa comandado por Ronnie Voz e no qual o ex-governador era colunista de insônia desde que perdeu a eleição à presidência no ano passado.

O que restou de agenda, além das idas frequentes à padaria Villa Colmeia, próxima à sua casa, ou à missa das 11h aos domingos na paróquia Santo Antônio do Caxingui, no bairro onde mora?

O ex-governador por quatro mandatos ocupa o tempo como professor convidado na Uninove e em palestras para público de terceira idade – nesta sexta, por exemplo, está em Pindamonhangaba ainda decidindo se vem à São Paulo para o enterro de Walter Barelli na manhã deste sábado.

Para reduzir custos, entregou o escritório da avenida 9 de Julho e, quando precisa, utiliza o estúdio da filha Sofhia, que é blogueira de moda, localizado na rua Jerônimo da Veiga no Itaim Bibi.

Descartado por João Doria – entre outras críticas o gestor reputa que o ex-padrinho tem um pé na esquerda -, Geraldo tem chance quase zero de reaparecer no cenário eleitoral do ano que vem.

Desprezado pelo partido, magoado com o prefeito Bruno Covas, nem imagina apoiar um candidato a vereador à Câmara municipal – o último que tentou emplacar fracassou fragorosamente em 2012: o atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que o ex-governador tentou lançar pelo diretório do Butantã.

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