
Um ataque iraniano contra o Aeroporto Internacional do Kuwait deixou uma pessoa morta e 63 feridos nesta quarta (3). A ofensiva atingiu o terminal de passageiros do aeroporto e provocou danos à infraestrutura, segundo autoridades. A ação foi reivindicada pela Guarda Revolucionária do Irã.
De acordo com o governo do Kuwait, o Terminal 1 sofreu danos severos e parte das operações aéreas precisou ser transferida para outras áreas do aeroporto. O Ministério da Saúde informou que sete pessoas passaram por cirurgias de emergência após o bombardeio.
O ataque ocorreu após ações militares dos Estados Unidos contra alvos ligados ao Irã, incluindo operações na ilha de Qeshm e a interceptação de uma embarcação próxima ao Estreito de Ormuz. Teerã classificou as ações como agressões.
Além do Kuwait, o Irã lançou mísseis em direção ao Bahrein, onde está sediada a Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos. Segundo os militares americanos, os projéteis foram interceptados ou falharam durante o trajeto.
@g1 Tensão no Oriente Médio – Ataques iranianos atingiram o aeroporto do Kuwait nesta quarta-feira (3) e feriram dezenas de pessoas. ➡️ Os ataques são os mais recentes a testar um cessar-fogo instável, fazendo com que os preços do petróleo subissem mais de 2%, já que o estreito permanece praticamente fechado mais de três meses depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã. Um vídeo registrou o estado de um dos saguões do aeroporto após o ataque. É possível ver um buraco no teto, além de focos de incêndio e destruição. Os voos no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensos depois que um ataque iraniano com drones e mísseis danificou as instalações do aeroporto e missões diplomáticas, matando uma pessoa e ferindo mais de 60, de acordo com as autoridades do Kuwait e a mídia estatal. A autoridade de aviação civil disse que a Kuwait Airways estava retomando os voos do Terminal 4, após avaliar os danos e tomar medidas de segurança. #g1 #tiktoknotícias #ataque #aeroporto #kuwait
Os EUA também relataram a derrubada de drones iranianos que tinham como alvo embarcações civis e posições militares na região. Os confrontos fazem parte da escalada iniciada em 28 de fevereiro e continuam apesar do cessar-fogo anunciado em abril.
O Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passava cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito, segue no centro das negociações entre Washington e Teerã.
Na semana passada, representantes dos dois países indicaram avanços rumo a um acordo provisório para reduzir as hostilidades e restabelecer a navegação na região. No entanto, o entendimento ainda não foi formalizado, e novos episódios de violência colocam em dúvida a continuidade das negociações.