
O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) publicou nesta segunda-feira (2) um texto de tom dramático sobre o irmão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fugiu do Brasil dois dias após perder a eleição presidencial para Lula (PT). Na postagem, Carluxo apresenta a candidatura derrotada e a posterior saída do país como uma espécie de sacrifício pessoal de Flávio.
Carlos afirma ter ouvido a reflexão de uma pessoa que considera “uma das mais especiais” de sua vida. “O que Flávio fez, ninguém faz. Políticos se aventuram em candidaturas a outros cargos, sempre preservando seus mandatos e as garantias que eles oferecem”, diz o trecho reproduzido pelo senador eleito.
A publicação prossegue afirmando que Flávio teria sacrificado sua carreira política ao concorrer ao Planalto: “Flávio, porém, abriu mão de uma eleição certa para o Senado em nome de algo muito maior do que ele próprio. Não colocou seu cargo acima daquilo em que acredita, mas sim, abriu mão de sua vida em disputa de algo muito maior!”
Conversando com uma das pessoas mais especiais que conheço, ouvi dela uma reflexão que me marcou profundamente:
“O que Flávio fez, ninguém faz. Políticos se aventuram em candidaturas a outros cargos, sempre preservando seus mandatos e as garantias que eles oferecem. Flávio, porém, abriu mão de uma eleição certa para o Senado em nome de algo muito maior do que ele próprio. Não colocou seu cargo acima daquilo em que acredita, mas sim, abriu mão de sua vida em disputa de algo muito maior!”
Um verdadeiro Filho e um Homem, especialmente diante do cenário de completa aniquilação democrática que o país atravessa. Ele marca mais um episódio para amadurecimento e reflexão que buscamos para o Brasil.”
E, naquele instante, vi mais uma lágrima escorrer de seus olhos.
Essa é mais uma verdade que o sistema tenta omitir, ignorar propositalmente e apagar da história de verdadeiros homens.
Com @FlavioBolsonaro
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) November 2, 2026
Carluxo então relaciona a decisão do irmão ao que chama de “completa aniquilação democrática” no Brasil. “Um verdadeiro Filho e um Homem, especialmente diante do cenário de completa aniquilação democrática que o país atravessa. Ele marca mais um episódio para amadurecimento e reflexão que buscamos para o Brasil.”
O texto termina com uma descrição emotiva. “E, naquele instante, vi mais uma lágrima escorrer de seus olhos”, escreveu Carlos, sem identificar a pessoa com quem teria conversado. “Essa é mais uma verdade que o sistema tenta omitir, ignorar propositalmente e apagar da história de verdadeiros homens.”
A mensagem foi publicada dias depois da fuga de Flávio para os Estados Unidos. O candidato derrotado deixou o Brasil apesar de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia determinado a entrega de seus passaportes e o proibido de sair do país.
A Polícia Federal investiga as circunstâncias da saída. A corporação ressalvou que a restrição dos documentos, isoladamente, não o tornava automaticamente foragido.
Flávio atravessou a fronteira com a Argentina, embarcou em um jatinho, fez escala no Equador e chegou à Flórida. Antes disso, havia afirmado publicamente que nunca pensara em deixar o Brasil.