Em tom de máfia, Flávio Bolsonaro empareda Campagnolo por apoio a Carluxo

Atualizado em 9 de agosto de 2026 às 14:16
Ana Campagnolo e Flávio Bolsonaro em vídeo divulgado nas redes sociais
Ana Campagnolo e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Isso é coisa de máfia.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou publicamente da deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) uma manifestação de apoio à candidatura de seu irmão, Carlos Bolsonaro, ao Senado por Santa Catarina. Em comentário nas redes sociais, disse que, não seguindo as ordem, ele vai pedir à parlamentar que deixe de usar imagens dele e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A cobrança ocorreu neste domingo (09), após Campagnolo publicar um vídeo ao lado de Flávio. A deputada afirmou que a gravação, feita em maio, integrava um acervo do PL destinado à divulgação de ações e lideranças do partido.

Flávio afirmou que gravou o material como um gesto para buscar unidade contra o PT e pediu uma gravação em defesa de Carlos. “Preciso dele e da @carolinedetoni no Senado em 2027”, escreveu, em referência à deputada federal Carol De Toni (PL-SC), também candidata à Casa.

Na mesma mensagem, o senador condicionou o uso das imagens ao alinhamento de Campagnolo. “Caso não possa fazê-lo, vou compreender, mas também compreenda se eu te pedir pra não usar mais minha imagem nem a de Jair Bolsonaro. Posso contar com você?”, questionou.

A deputada respondeu que recebeu o vídeo recentemente e declarou estar disponível para participar de atividades da campanha partidária. Sobre Carlos Bolsonaro, ela disse que seguirá os objetivos definidos pelo PL catarinense e sustentou que não recebeu pedido para apoiar o ex-vereador do Rio de Janeiro.

“Estou à disposição de toda a nossa nominata majoritária para contribuir com gravações e demais ações de campanha que possam fortalecer o projeto do PL”, afirmou Campagnolo. Ela acrescentou que permanece disponível, embora não tenha recebido novas solicitações nesse sentido.

A resistência da deputada à candidatura de Carlos já havia ficado explícita em uma gravação em Itajaí. Campagnolo deixou o enquadramento quando mencionaram o filho de Jair Bolsonaro durante um pedido de apoio às candidaturas do partido ao Senado.

O episódio amplia as divergências no PL de Santa Catarina. Campagnolo já criticou publicamente a candidatura de Carlos e entrou em conflito com o senador Jorge Seif (PL-SC), aliado do projeto. Na convenção estadual de 1º de agosto, o partido oficializou Carlos Bolsonaro e Carol De Toni como candidatos ao Senado, enquanto confirmou Campagnolo na disputa pela reeleição à Assembleia Legislativa.

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