Embraer, saúde e COP30: o que Brasil e México acertaram durante visita de Alckmin

Atualizado em 28 de agosto de 2025 às 23:52
O vice-presidente Geraldo Alckmin no México, com a presidente Claudia Sheinbaum — Foto: Jessica Ramírez/Presidencia

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou nesta quinta-feira (28/8) de uma reunião no México com a presidente Claudia Sheinbaum e integrantes de seu gabinete. O encontro resultou na assinatura de um documento que atualiza o Acordo de Comércio Exterior e Investimento Recíproco, em vigor há mais de duas décadas.

Segundo Alckmin, o objetivo é ampliar a complementariedade econômica entre os dois países. Ele destacou a abertura do mercado mexicano para produtos como pêssego, aspargos e derivados de atum, além da inclusão de ração para bovinos e suínos. O Brasil já havia obtido autorização para exportar abacate, enquanto o México abriu espaço para farinha, bovinos e suínos brasileiros.

A agenda incluiu também a indústria da defesa, com destaque para o cargueiro C-390 da Embraer. A empresa brasileira possui uma fábrica no México que emprega mais de mil pessoas, e o país já adquiriu 20 aeronaves do modelo.

O cargueiro militar C-390 Millennium, da brasileira Embraer. Foto: Divulgação/Embraer

Outro tema abordado foi a área da saúde. Brasil e México passarão a reconhecer mutuamente etapas de análise da Anvisa e da Cofepris, medida que deve reduzir custos e acelerar a liberação de medicamentos nos dois mercados.

Além disso, foram discutidos mecanismos para ampliar o turismo, como vistos eletrônicos para brasileiros e mexicanos. Alckmin aproveitou a ocasião para convidar Sheinbaum a participar da COP30, que será realizada em Belém, em novembro.

Questionado se a aproximação com o México seria uma reação ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, Alckmin negou. Ele afirmou que o Brasil busca ampliar mercados de forma independente e defendeu o multilateralismo, ressaltando que “quem ganha com isso é a população”.