Energia, gás e nome limpo: governo Lula prepara pacote para aliviar o bolso das pessoas

Atualizado em 5 de abril de 2026 às 10:28
Lula, presidente do Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com seis meses para as eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta uma desaprovação recorde e busca reverter essa situação com um pacote de medidas econômicas.

As propostas incluem controle de preços de combustíveis, subsídios ao gás de cozinha e energia elétrica, além de um novo programa de renegociação de dívidas. Lula aposta em essas ações para melhorar sua popularidade, comparando seu governo com a gestão de seu principal adversário, Jair Bolsonaro.

O governo tem se concentrado no alívio das finanças das famílias brasileiras, especialmente em um contexto de inflação controlada, desemprego baixo e aumento da renda, mas também um aumento significativo do endividamento. O novo programa de renegociação de dívidas, que promete descontos de até 80%, visa reduzir a inadimplência, que atingiu níveis históricos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está trabalhando com representantes do setor financeiro para esboçar esse projeto.

No setor de energia e gás, o governo Lula enfrenta dificuldades devido ao impacto da guerra no Irã, que afeta as importações de petróleo. O subsídio ao diesel, que foi anunciado em parceria com os estados, é uma tentativa de manter o custo do transporte sob controle e evitar o aumento nos preços dos produtos. O aumento das tarifas de energia elétrica e gás também está sendo tratado como uma questão prioritária para o governo.

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto: Reprodução

Em paralelo, a gestão Lula tenta reverter algumas medidas impopulares, como a “taxa das blusinhas”, que tributa produtos importados com valores abaixo de US$ 50. Além disso, o governo discute suspender as multas de evasão de pedágio “free flow”, mais uma estratégia para aliviar a insatisfação popular. Essa política é similar às ações adotadas por outros presidentes em ano de reeleição, como Dilma Rousseff e Bolsonaro.

Lula também aposta na comparação com o governo Bolsonaro, cujas políticas impopulares ainda são usadas pelo PT como forma de destacar as supostas vantagens de sua gestão. O partido acredita que o contraste entre os dois governos pode ajudar a reforçar o apoio popular. No entanto, especialistas apontam que o PT enfrenta desafios para projetar um futuro atraente para os eleitores, que estão mais insatisfeitos com o presente e buscam mudanças.

A estratégia do Planalto parece ser focada na comparação entre os governos Lula e Bolsonaro, mas será crucial para o PT conseguir uma mensagem convincente de mudança, sem que o eleitorado se sinta desconectado das promessas de um futuro melhor.

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