Enfermeiro preso por assassinatos é psicopata e mata por prazer, diz delegado

Atualizado em 21 de janeiro de 2026 às 20:01
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo. Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou que a principal linha de investigação indica que o técnico de enfermagem suspeito de envolvimento em mortes no Hospital Anchieta teria agido por prazer. Segundo o delegado Maurício Iacozzilli, da Coordenação de Repressão a Homicídios, o comportamento do investigado se enquadraria em um perfil psicopático.

O principal suspeito é Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos. Também foram presas as técnicas de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa, suspeitas de participação nos crimes. O grupo é investigado pelas mortes de três pacientes internados na unidade de saúde em Taguatinga, mas a polícia não descarta a existência de outras vítimas.

“Até agora, essa é a hipótese mais forte”, afirmou o delegado. Ele explicou que os investigadores apuram se o técnico teria manipulado as duas colegas para auxiliá-lo. “Uma delas estava em treinamento, tinha 22 anos e estava no primeiro emprego; a outra era amiga do suspeito havia muitos anos”, prosseguiu.

João Clemente Pereira (63), Miranilde Pereira da Silva (75) e Marcos Raymundo Fernandes Moreira (33), vítimas dos enfermeiros. Foto: Reprodução

Imagens do circuito interno do hospital mostram, segundo a polícia, que as duas técnicas acompanharam a preparação e a aplicação dos medicamentos. Em um episódio, uma delas teria permanecido no quarto observando a aplicação sem intervir. Em outro, a segunda investigada aparece dando cobertura, observando a porta enquanto a substância era administrada.

As investigações indicam que os pacientes sofreram paradas cardíacas após receberem medicamentos em dosagens incompatíveis com qualquer prescrição médica. “Nenhum médico receitaria aquilo. Se aplicar do jeito que estava ali, mata”, afirmou o delegado. As versões apresentadas pelo principal suspeito também foram rebatidas.

“As justificativas não fecham”, disse, ao lembrar que uma das vítimas, de 75 anos, estava consciente e internada por constipação intestinal. A polícia aguarda laudos periciais de celulares e computadores apreendidos, que devem ficar prontos em até 20 dias.

“É isso que pode amarrar melhor o porquê desses crimes”, completou Iacozzilli. Os três técnicos devem responder por homicídio qualificado, com agravantes como meio insidioso e impossibilidade de defesa das vítimas.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.