
Eliza Samudio, modelo assassinada em 2010, teve seu passaporte extraviado enquanto morava em Portugal, o que gerou um processo complicado após sua morte. O documento, que foi localizado em Portugal e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, havia sido perdido por ela antes de deixar o país.
Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela coluna Na Mira, no portal Metrópoles, ela conseguiu sair de Portugal sem o documento, utilizando uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), emitida pelo consulado brasileiro em Lisboa.
O passaporte encontrado foi emitido em 2006 e expirou em 2011. Ele contém o registro de entrada de Eliza em Portugal em 2007, mas não apresenta uma anotação formal de saída do país. O documento foi recolhido pelas autoridades e será encaminhado ao Brasil para destruição, uma medida padrão para passaportes encontrados, já que eles são considerados propriedade do Estado e podem ser valiosos no mercado paralelo.

Eliza chegou ao Brasil em 2 de novembro de 2007 com a ARB, que foi recolhida pela Polícia Federal no aeroporto. O consulado brasileiro em Lisboa confirmou que recebeu o passaporte de Eliza e que, no mesmo dia, consultou o Itamaraty em Brasília sobre o que fazer com o documento. Eles aguardam uma resposta oficial sobre a destinação final do passaporte.
A situação do passaporte e a troca de informações entre os consulados e o Itamaraty fazem parte do processo de regularização de documentos e controle de segurança, especialmente após a morte de Eliza. O caso também desperta o interesse devido à gravidade do crime que envolveu a vítima e o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato e outros crimes relacionados ao caso.
Eliza Samudio foi assassinada em 2010 pelo ex-goleiro Bruno Fernandes, que foi condenado por homicídio e outros crimes. O corpo da vítima nunca foi encontrado.