
O vazamento de conversas internas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou polêmica e acusações sobre a responsabilidade do ministro Dias Toffoli. O conteúdo, divulgado pelo site Poder360, revela detalhes de duas reuniões ocorridas no dia 12 de fevereiro de 2026, cujas transcrições foram amplamente replicadas e corroboram a tese de que Toffoli possa ser o responsável pelo vazamento. As informações são de Guilherme Amado, do PlatöBr.
De acordo com ministros ouvidos pelo jornalista, as conversas transcritas estavam literais e precisas, o que sugere que alguém com acesso direto às reuniões, como Toffoli, possa ter sido o responsável por gravá-las. Embora Toffoli tenha negado qualquer envolvimento na gravação, a cronologia e as circunstâncias das reuniões levantam dúvidas sobre sua versão.
A primeira reunião do dia, que começou por volta das 13h30, contou com a presença de Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. Já a segunda reunião, ocorrida à tarde, resultou no afastamento de Toffoli do caso Master e contou com todos os ministros presentes, incluindo os dois que participaram virtualmente: André Mendonça e Luiz Fux.
A análise do ambiente técnico das reuniões aponta ainda que a videoconferência utilizada para a segunda reunião não foi acompanhada presencialmente por ninguém além dos ministros. O técnico do STF que auxiliou na conexão da videoconferência foi o único a ter acesso ao sistema antes da reunião começar, mas não participou do encontro. A ausência de outros testemunhos levanta ainda mais suspeitas sobre a origem do vazamento.

Outro ponto que reforça a tese de que Toffoli tenha sido o responsável é o teor das gravações divulgadas, que incluem declarações favoráveis a ele, enquanto outras falas, supostamente críticas, não foram transcritas. Essa disparidade nos vazamentos fortalece as suspeitas de que alguém com um interesse direto nas repercussões das reuniões possa ter filtrado os conteúdos de maneira seletiva.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da República, e a questão sobre a responsabilidade pelo vazamento continua a gerar divisões dentro do Supremo, com alguns ministros defendendo que o incidente precisa ser apurado de maneira rigorosa.