“Erro humano”: Scotland Yard vaza dados de 143 vítimas de abusos do ex-sogro de Lady Di

Atualizado em 16 de agosto de 2026 às 11:41
Magnata egípcio Mohamed Al Fayed. Foto: SHAUN CURRY / AFP

A Scotland Yard expôs os endereços de e-mail e, consequentemente, as identidades de 143 vítimas ligadas à investigação contra o magnata egípcio Mohamed al-Fayed. A Polícia Metropolitana de Londres classificou o vazamento como “erro humano” e pediu desculpas aos afetados.

Os dados ficaram visíveis em uma lista de distribuição usada para enviar uma atualização mensal sobre a apuração de pessoas que possam ter facilitado crimes atribuídos a al-Fayed. A mensagem chegou também a outros 12 destinatários, informou o jornal The Telegraph.

“Devido a erro humano, os endereços de e-mail dos destinatários estavam visíveis para outros na lista de distribuição”, afirmou um porta-voz da Scotland Yard. A polícia disse que identificou o problema rapidamente, tomou medidas imediatas e alertou diretamente todas as pessoas afetadas no dia do vazamento.

A atualização enviada às vítimas informava que três novos suspeitos haviam prestado depoimento formal sobre possível envolvimento nos crimes: um homem na faixa dos 70 anos e dois na casa dos 80. Os episódios sob investigação ocorreram entre 1977 e 2014.

Dodi Al Fayed e Diana

Sete suspeitos já foram interrogados no caso

A polícia de Londres informou que interrogou sete suspeitos até agora e trata o caso como prioridade. A corporação também afirmou que revisa seus protocolos para evitar nova exposição de dados de vítimas.

A Scotland Yard submeteu o episódio à avaliação do Escritório do Comissário de Informação, órgão britânico que regula questões relacionadas ao direito à informação. A exposição dos e-mails provocou críticas à condução policial do caso.

Mohamed al-Fayed, ex-dono da Harrods, morreu em 2023, aos 94 anos, sem responder judicialmente pelas acusações. Ao todo, 421 pessoas o acusam de crimes como estupro, violência sexual, cárcere privado, tráfico humano, agressões físicas, uso de drogas e aborto forçado.

Desde maio, o Escritório Independente para Conduta Policial investiga um agente e quatro ex-policiais pela atuação no caso. Pelo menos 21 vítimas haviam feito denúncias antes da morte de al-Fayed, e a Operação Cornpoppy busca identificar possíveis colaboradores ou pessoas que tenham acobertado os crimes.

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