
Foi divulgada na noite deste sábado (3) imagens que mostram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já em solo americano, após ter sido capturado durante uma operação conduzida pelo governo de Donald Trump. As cenas foram exibidas por veículos da imprensa norte-americana ao longo do dia.
Nos vídeos, Maduro aparece caminhando por um corredor da sede da Drug Enforcement Administration, a DEA, acompanhado por agentes da agência federal. Em tom informal, ele cumprimenta funcionários ao passar, dizendo “Boa noite” e desejando, em inglês, “Feliz Ano Novo”.
A divulgação das imagens ocorre horas depois de Trump anunciar publicamente a captura do presidente venezuelano durante uma ação militar dos Estados Unidos em território da Venezuela. Segundo o governo americano, Maduro foi retirado do país e levado para Nova York, onde deve responder a processos na Justiça dos EUA.
Autoridades venezuelanas classificaram a operação como ilegal e afirmaram que a retirada do presidente do país configura um sequestro, em violação às normas do direito internacional. O governo de Caracas ainda exige esclarecimentos formais sobre o paradeiro e as condições de detenção do chefe de Estado.
🎥‼️ Imprensa registra primeiras imagens de Maduro em escritório antidrogas dos Estados Unidos
Presidente da Venezuela foi capturado durante operação militar norte-americana em Caracas e está detido em Nova York. pic.twitter.com/EKADPSUmCV
— RT Brasil (@rtnoticias_br) January 4, 2026
A aparição de Maduro em instalações da DEA reforça a narrativa adotada por Washington de que o líder venezuelano será tratado como réu em ações relacionadas ao narcotráfico e a outros crimes federais. A procuradoria americana já informou que ele será julgado em um tribunal de Nova York.
O episódio amplia a crise diplomática entre os Estados Unidos e a Venezuela e provoca reação imediata de governos da América Latina e de organismos internacionais. Até o momento, não há informações sobre prazos para audiências judiciais nem sobre eventuais negociações diplomáticas envolvendo a custódia de Maduro.