Esquizofrenia e CAC: quem era o atirador de Novo Hamburgo, que matou 3 e feriu 9

Atualizado em 23 de outubro de 2024 às 13:22
A casa onde Edson Fernando Crippa estava refugiado, atingida pelos tiros da Brigada Militar do RS

Um homem de 45 anos, identificado como Edson Fernando Crippa, matou três pessoas e feriu outras nove a tiros em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, por volta das 23h de terça-feira (22). Crippa, que teve quatro internações por esquizofrenia e possuía armas de fogo registradas legalmente, acabou se escondendo em uma residência onde a polícia havia sido alertada sobre a ocorrência de maus-tratos contra idosos.

Na manhã seguinte, quarta-feira (23), após um cerco da Brigada Militar (BM), Crippa foi encontrado morto no local. O policial Everton Kirsch Júnior, de 31 anos, que morreu durante o confronto, havia ingressado na corporação em 2018 e recentemente tornou-se pai de um bebê com apenas 45 dias. Ele deixa o filho e a esposa.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), expressou suas condolências e homenageou a coragem do soldado nas redes sociais: “O soldado Everton, com apenas 31 anos, deu sua vida para proteger a sociedade gaúcha. Ele era esposo, pai de um bebê de 45 dias e, acima de tudo, um herói. Que sua coragem e dedicação nunca sejam esquecidas. Meus sentimentos à família e o desejo de rápida recuperação aos feridos”, postou no X.

O policial Edson Fernando Crippa: quatro internações por esquizofrenia

As vítimas fatais do incidente foram identificadas como Eugênio Crippa, de 74 anos, pai do atirador; seu irmão, Everton Crippa, de 48 anos; e o policial militar Everton Kirsch Júnior. Eugênio e o policial morreram no local dos acontecimentos, enquanto Everton, o irmão, faleceu no hospital.

O atirador teria derrubado a tiros dois drones usados na ação e respondia às negociações da polícia com disparos. Entre os feridos estão seis policiais, um guarda municipal, a mãe e a cunhada do atirador. Todos foram encaminhados para hospitais da região, sendo que dois policiais, a mãe e a cunhada de Crippa estão em estado grave.

O incidente ocorreu quando a Brigada Militar respondeu a uma denúncia de maus-tratos contra idosos na residência do atirador, onde ele mantinha os pais em cárcere privado. Crippa abriu fogo contra os policiais assim que notou a presença deles em frente à casa. Durante o confronto, ele também abateu dois drones que estavam sendo usados na operação.

O tenente-coronel Alexandro Famoso, comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) de Novo Hamburgo, em entrevista à RBS TV, relatou que foram feitas tentativas contínuas de negociação com o atirador. “Tentamos conversar com ele, tentamos contato telefônico através dos números que conseguimos, mas ele não respondeu a nenhum contato. A única forma de resposta foi através de disparos”, explicou o tenente-coronel.