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3 mil luvas em 1 hora de cirurgia: Sírio-Libanês é condenado por cobrança abusiva

Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Foto: Paulo Lopes/Estadão Conteúdo

O Hospital Sírio-Libanês foi condenado pela Justiça paulista após ser acusado de cobrar de forma abusiva por uma cirurgia realizada em 2025. Durante o procedimento de correção de pálpebra, que durou pouco mais de uma hora, o hospital alegou ter utilizado 3.000 luvas de látex, o que foi considerado excessivo pelos advogados do paciente.

Segundo o processo obtido pela coluna de Rogério Gentile no UOL, eles questionaram a quantidade de materiais, argumentando que tal número de luvas só seria possível se os profissionais tivessem passado todo o tempo trocando de luvas, e chamaram a cobrança de “abusiva, ilegal e repugnante”.

O paciente havia recebido um orçamento prévio de R$ 5.710,00 para a cirurgia, mas, após o procedimento, foi surpreendido com uma cobrança de R$ 15.483,00. A juíza Renata Soubhie Nogueira Borio reconheceu que o hospital cobrou valores que extrapolavam os limites da razoabilidade, considerando a cirurgia realizada sem intercorrências.

Ela também apontou que o hospital não conseguiu justificar adequadamente a quantidade de materiais cobrados e determinou uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil ao paciente. O Sírio-Libanês, ainda sem ser oficialmente notificado da sentença, se defendeu alegando que o orçamento aprovado era para uma blefaroplastia, mas o procedimento realizado foi uma ptose palpebral, e que os custos extras foram justificados pelos materiais e serviços necessários ao atendimento.