37 membros de grupo neonazista, infiltrados no funcionalismo público, são presos em Portugal

Uma megaoperação da Polícia Judiciária (PJ) de Portugal prendeu 37 integrantes do grupo neonazista 1143, expondo um crescimento alarmante de crimes de ódio. O diretor da PJ, Luís Neves, revelou que os registros saltaram de 10 em 2020 para 64 em 2025, um aumento de 540%. “Passamos de uma dezena para sete vezes mais”, afirmou Neves.
A investigação, batizada de “Irmandade”, mostrou que a organização se infiltrou em serviços públicos. Entre os detidos há um sargento da Força Aérea, um policial e três militantes ou ex-militantes do partido de ultradireita Chega. “(É uma) organização hierarquizada com objetivo de segregação”, disse o diretor da PJ.
O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, reforçou a importância da diversidade. “Não há portugueses puros. Há portugueses diversos na sua riqueza cultural”, declarou no Parlamento Europeu. O grupo planejava formar uma milícia para iniciar uma guerra racial.
