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Só 40 minutos bastam? Especialista explica como treinos curtos beneficiam o corpo

Pessoa durante prática de atividade física
Mulher durante prática de atividade física. Foto: Reprodução

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 47% da população do país não atinge o mínimo de atividade física recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo assim, cerca de 40 minutos diários de exercícios já podem contribuir para a saúde quando há planejamento, intensidade adequada e constância.

O especialista em fisiologia do exercício e biomecânica José Adeirton afirma que treinos nessa duração podem fortalecer a musculatura, melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, elevar o gasto calórico e dar mais disposição para as atividades do dia a dia. Ele também destaca que o emagrecimento depende do gasto calórico total e da intensidade, enquanto treinos de força bem estruturados, com exercícios compostos e pausas curtas, podem favorecer o ganho de massa muscular.

Apenas atividades intensas, porém, não concentram os benefícios: caminhadas, pedaladas, dança e esportes também ajudam no condicionamento e na prevenção de doenças. Segundo Adeirton, a regularidade pesa mais que sessões longas e esporádicas. Ele acrescenta que treinos curtos podem melhorar foco, humor e sono por estimularem endorfina e dopamina, e que pessoas de todas as idades podem se beneficiar desde que respeitem suas condições e limitações.