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O “alienígena” do mar: 5 curiosidades sobre o polvo

Polvo no fundo do mar
Polvo com tentáculos abertos no fundo do mar. Foto: Reprodução

O polvo é um dos animais mais intrigantes do oceano e já recebeu do filósofo da ciência Peter Godfrey-Smith a definição de “provavelmente o mais próximo que chegaremos de encontrar um alienígena inteligente”. Além da curiosidade, da habilidade para escapar e da capacidade de mudar cor e textura para se camuflar, um estudo da London School of Economics encontrou “evidências muito fortes de senciência” nesses moluscos, sugerindo que eles podem sentir dor e angústia. A revisão analisou mais de 300 estudos científicos e condenou a prática de ferver polvos ainda vivos. Com informações de UmSoPlaneta.

Outra pesquisa, liderada pelo Centro Max Delbruck, em Berlim, apontou que o cérebro dos polvos tem grande variedade de microRNAs, reguladores de genes presentes no tecido neural, em uma diversidade comparável à de vertebrados. Os cientistas associam essa semelhança a um ancestral primitivo comum a polvos e humanos, o Facivermis Yunnanicus, que viveu há mais de 500 milhões de anos. A complexidade aparece também no comportamento: o animal resolve problemas, atravessa labirintos, lembra soluções e pode desmontar objetos por diversão.

Entre as curiosidades anatômicas, o polvo tem três corações: dois bombeiam sangue pelas guelras, e o terceiro leva sangue oxigenado a órgãos e músculos, mas para de bater quando o animal nada, o que ajuda a explicar sua preferência por rastejar. Seus braços concentram neurônios e podem executar ações de forma independente, até reagindo após serem separados de um animal morto em experimentos. O sangue azul vem da hemocianina, proteína com cobre que fica azul ao se ligar ao oxigênio. A reprodução também chama atenção: machos morrem após o acasalamento, e fêmeas deixam de comer e podem se automutilar enquanto protegem os ovos até a eclosão.