5. Líder de entidades islâmicas teme morte de mais inocentes com intervenção na Síria
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O anúncio do presidente Barack Obama de que os Estados Unidos estão prontos para uma intervenção militar na Síria gera receio de que mais inocentes morram, disse ontem o presidente do Conselho de Ética da União Nacional das Entidades Islâmicas, Sheikh Jihad Hammadeh.
Para Hammadeh, os Estados Unidos assistiram à morte de milhares de inocentes, anteriormente, e não fizeram nada. “Somente agora fizeram um discurso mais forte”, disse.
Para ele, os Estados Unidos só agiram agora para defender seus próprios interesses. “É como se o país consentisse a matança em massa, mas não o uso de armas químicas”.
Hammadeh defendeu outras estratégias contra o governo sírio, em vez da intervenção militar. Para ele, os Estados Unidos poderiam ajudar rebeldes com armas e providenciar meios de proteger os civis, além de fazer pressão sobre os países que apoiam o presidente Bashar Al Assad.
O representante das entidades islâmicas ressaltou ainda que, mesmo os ataques militares chamados de “cirúrgicos”, atingem pessoas inocentes.
“Quem já sofreu isso, sabe que uma bomba não atinge só o governo. Morrem inocentes e culpados”, disse Hammadeh, que tem parentes e amigos na Síria.
Ele teme que o país se transforme em “um novo Iraque ou Afeganistão”.
A oposição e países ocidentais acusam o regime de Bashar Al Assad de ter usado gás tóxico no ataque do dia 21 deste mês, nos arredores de Damasco, capital síria.
O governo sírio rejeita as acusações e atribui a responsabilidade pelo ataque aos rebeldes. O conflito na Síria já fez, desde março de 2011, mais de 100 mil mortos.
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