Apoie o DCM

6.Fuga de capital estrangeiro derruba moeda de países emergentes

[titulo id=6]

[saibamais leia]

DW

[/saibamais]

Da Indonésia até a Índia, da Rússia ao Brasil – atualmente são grandes as reclamações provenientes de quase todos os países emergentes.

As previsões de crescimento são corrigidas para baixo, há fuga de capital estrangeiro, as moedas nacionais estão sob pressão, as importações se mostram impagáveis, paira a ameaça de inflação e de recessão.

Isso não é nenhuma surpresa, diz Volker Treier, chefe do Departamento de Comércio Exterior da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK): “Nos EUA, o Federal Reserve anunciou que vai elevar a taxa básica de juros, levando ao fim a era do dinheiro barato – e, com ela, o financiamento barato dos mercados emergentes.Por esse motivo, caem as cotações das moedas”, diz ele.

Em 2008, quando a crise financeira ameaçou mergulhar a economia mundial numa gigante recessão, os Bancos Centrais das nações industrializadas responderam de maneira uníssona: eles baixaram as taxas de juros para quase zero e o dinheiro, praticamente, jorrou ao redor.

Como nos países industrializados não havia mais juros e investimentos rentáveis, os emergentes se tornaram moda entre os investidores. Tais países atraíam por suas altas taxas de crescimento e juros relativamente altos.

Agora se nota o retorno de algo como uma normalidade, e isso não agrada muitos políticos nos países emergentes. De fato, a queda do câmbio de algumas moedas parece assustadora.

O real brasileiro atingiu a sua menor cotação em cinco anos. A cotação da rúpia indiana alcançou uma baixa histórica. Também em queda estão o rublo russo, a rúpia da Indonésia, o baht tailandês, o ringgit da Malásia, a lira turca ou o rand sul-africano – as cotações de todas as moedas estão despencando ou já se encontram muito baixas.

Isso evoca más lembranças. Há 16 anos, o baht tailandês foi o ponto de partida da crise asiática. Na ocasião, os investidores retiraram maciçamente capital da Tailândia. A crise financeira se espalhou por todo o continente.

Resta um consolo: uma moeda desvalorizada faz com que o país em questão se torne mais competitivo no mercado mundial, e as exportações são favorecidas.

[final]