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7 em cada 10 profissionais de enfermagem sofreram violência no último ano

Audiência pública sobre violência contra profissionais de enfermagem na Câmara Municipal de São Paulo
Homem fala a um público em auditório durante audiência pública sobre violência contra profissionais de enfermagem. Foto: Reprodução

Sete em cada dez profissionais de enfermagem em São Paulo relatam ter sofrido violência no ambiente de trabalho nos últimos 12 meses. Levantamento do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), feito com 4.402 enfermeiros, técnicos e auxiliares entre 20 e 24 de julho, aponta que 72,6% foram vítimas de agressões; 41,3% passaram por mais de um episódio e 15,5% disseram sofrer violência com frequência.

A demora no atendimento lidera os motivos apontados pelas vítimas, com 63,9%, seguida da estrutura precária das unidades, citada por 55,1%, e da insatisfação com a assistência, com 45,8%. Pacientes aparecem como principais agressores, mencionados por 68,1% dos entrevistados, à frente de familiares e acompanhantes. A violência verbal atingiu 89,2% dos casos, enquanto a psicológica chegou a 73,8% e a física, a 19,2%.

Apenas 30,1% das vítimas formalizaram denúncia. Entre quem não procurou os canais oficiais, pesaram a sensação de impunidade, a falta de apoio institucional e o medo de perder o emprego. Mesmo entre os que denunciaram, 65,2% afirmaram que não houve desfecho, e só 5,7% relataram punição ao agressor. Na Câmara Municipal de São Paulo, um projeto propõe medidas como controle de acesso, botões de pânico, acolhimento psicológico e protocolos de prevenção nas unidades de saúde.