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7. 160 mil indígenas esperam por atendimento médico

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Estadão

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As tribos que moram no Amazonas esperam pelos profissionais selecionados pelo programa Mais Médicos. Há 160 mil indígenas nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) do Estado, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas, além de lidar com a falta de infraestrutura, os profissionais destacados podem se deparar com outro problema: a dificuldade de acesso às aldeias, segundo as lideranças locais.

No sul do Estado, por exemplo, há pelo menos 40 pessoas com malária, segundo o cacique e coordenador da Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus, José Bajaga Apurinã. Ele afirma que a região, que reúne cerca de 8 mil indígenas, não recebe médicos há dois anos.

“Eles não têm como ir para a cidade e os médicos que estão nas zonas urbanas não chegam às localidades, pois não há barco, combustível, materiais”, diz o cacique. Segundo ele, as comunidades são atendidas apenas por agentes de saúde e, rara vezes, por técnicos e enfermeiros.

A situação também é crítica no Vale do Javari, perto da divisa com o Peru. Presidente da Organização Geral Mayoruna, Raimundo Mean diz que, ali, os indígenas são diagnosticados por agentes de saúde. “Eles não são médicos, não fazem exames. Com base em sintomas similares em vários indígenas, o diagnóstico é feito por identificação. Perto de onde moro, nunca chegou médico”, diz.

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