A ação da PF que desmontou uma rede mundial de abuso sexual e salvou criança na Rússia

Em 2019, a Polícia Federal prendeu um brasileiro conhecido como Lubasa, administrador de cinco dos maiores fóruns de abuso sexual infantil na dark web, com quase 2 milhões de usuários. Discreto e tecnicamente habilidoso, ele era tratado pela polícia como “responsável por todos os crimes que aconteciam dentro desses locais”. A prisão, mantida em sigilo por anos para não alertar outros criminosos, resultou na maior apreensão de arquivos da dark web da história, compartilhados com forças globais via Interpol, segundo a BBC.
Os servidores apreendidos na casa de Lubasa continham provas que levaram à identificação e prisão de centenas de abusadores em diversos países. Entre os casos resolvidos estava o de um português conhecido como Twinkle, principal colaborador do fórum mais violento, que produziu abusos de até 15 crianças e foi condenado a 21 anos de prisão. As informações também permitiram resgatar com vida um menino de 7 anos sequestrado na Rússia, que a polícia local já considerava morto.
O criminoso russo Dimitriy Kopylov, que planejava matar a criança, foi identificado após a polícia cruzar dados dos arquivos, como o local de trabalho do irmão e a morte da mãe em acidente, e preso em sua residência. Lubasa cumpre hoje 266 anos de prisão no Brasil. A história é contada no documentário “Infiltrados na dark web”, da BBC.
