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“A CBV está tirando tudo o que tenho”, diz Tifanny, jogadora trans, após veto

Tifanny Abreu, oposta do Osasco
Tifanny Abreu, oposta do Osasco. Foto: Reprodução

A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco, criticou a nova política da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) que, na prática, impede mulheres trans de disputar as principais competições femininas do país. “A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos”, afirmou a atleta.

A entidade passou a exigir um teste genético com resultado negativo para o gene SRY como condição de participação. A regra valerá na Superliga A e B de 2026/2027, na Supercopa de 2026, na Copa Brasil de 2027 e em competições nacionais de vôlei de praia. Tifanny classificou a medida como um “enorme retrocesso” e comparou o procedimento aos testes vexatórios aplicados a atletas nas décadas de 1960 e 1970. Com informações do ge.

“Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis”, declarou a jogadora, que atua há dez anos no voleibol feminino. Tifanny está liberada para disputar o atual Campeonato Paulista porque o torneio começou antes da publicação da nova regra. O Osasco declarou apoio à atleta e acionou seu departamento jurídico para analisar a decisão da CBV.