A cidade em que comer custa mais caro do que em qualquer outra do Brasil

São Paulo registrou em fevereiro de 2026 a cesta básica mais cara do país, com custo de R$ 852,87, segundo levantamento do Dieese em parceria com a Conab. O valor foi o maior entre as capitais pesquisadas e representou 56,88% do salário mínimo bruto, colocando a capital paulista no topo também no peso da alimentação sobre a renda do trabalhador. Dados oficiais mostram ainda que, na comparação mensal, houve queda de 0,18% no preço da cesta em relação a janeiro.
O impacto aparece também no tempo de trabalho necessário para comprar os itens básicos. Em São Paulo, um trabalhador precisou dedicar 115 horas e 45 minutos por mês para adquirir a cesta, o maior índice entre as capitais, enquanto Rio de Janeiro, Florianópolis, Cuiabá e Porto Alegre vieram na sequência entre os maiores valores nominais. Entre janeiro e fevereiro, oito dos 13 produtos pesquisados na capital tiveram queda, como tomate, açúcar refinado, café em pó e arroz, mas isso não tirou São Paulo da liderança no custo total.
O Dieese também calcula mensalmente o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas. Na série mais recente disponível, o valor ficou acima de R$ 7 mil, patamar muito superior ao salário mínimo oficial considerado na pesquisa da cesta básica. O dado reforça a distância entre renda e custo de vida nas grandes cidades, especialmente na capital paulista
