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A cidade onde prédios não podem ser mais altos que árvores

Lagoa da Conceição, em Florianópólis (SC). Foto: Reprodução/F1 Cia

Em algumas áreas de Florianópolis, as regras urbanísticas impõem limites mais rígidos à altura das edificações como forma de preservar a paisagem natural e a identidade ambiental da cidade. Em bairros como a Lagoa da Conceição, Costa da Lagoa e em partes de Rio Tavares e Morro das Pedras, a verticalização é contida para evitar impactos visuais sobre dunas, encostas, áreas verdes e o entorno natural.

Essas restrições decorrem, em geral, do enquadramento dessas regiões em zonas de baixa densidade, com gabaritos reduzidos, além da presença de áreas de preservação ambiental, como APPs, restingas, manguezais e vegetação de encosta. Em locais como Córrego Grande e Saco Grande, especialmente nas áreas mais verdes e próximas a morros, a ocupação urbana também é condicionada à proteção desses ecossistemas.

A política de limitação de altura integra as diretrizes ambientais e urbanísticas do município e busca equilibrar ocupação urbana e conservação da paisagem. As regras, porém, não se aplicam de forma uniforme a toda a cidade, variando conforme o zoneamento e as características ambientais de cada bairro.