A dica definitiva para nunca mais roncar

O ronco, problema que afeta cerca de 40% da população (principalmente homens), vai além de um incômodo para quem dorme ao lado. Estudo de 2023 revelou que 41% dos casais com parceiros que roncam dormem separados, sendo esta a principal queixa relacionada à apneia do sono. Médicos especialistas alertam que o ronco pode indicar problemas graves de saúde, principalmente quando associado à apneia, condição caracterizada por pausas na respiração durante o sono.
Segundo especialistas, o som ocorre quando a língua cai para trás ou há colapso parcial na garganta, vibrando os tecidos moles. A apneia, forma mais grave do distúrbio, pode levar a doenças cardíacas, degeneração cerebral e outros problemas se não tratada.
O tratamento mais eficaz para apneia é o CPAP, dispositivo que mantém as vias aéreas abertas durante o sono. “Ele cria uma almofada de ar que previne o colapso”, diz Dr. Michael Grandner, da Universidade do Arizona. Para casos menos graves, especialistas recomendam mudanças de posição ao dormir, redução do consumo de álcool e exercícios para fortalecer a musculatura da língua.
Em situações específicas, procedimentos cirúrgicos como a estimulação do nervo hipoglosso podem ser indicados. Além dos riscos à saúde, o ronco intenso (que pode atingir 80 decibéis, equivalente a um aspirador de pó) pode causar danos auditivos tanto para quem ronca quanto para o parceiro. Médicos aconselham procurar ajuda especializada quando o ronco ocorre mais de três vezes por semana, principalmente se acompanhado de fadiga diurna ou problemas de memória.
