‘A extrema direita nos quer mortos. Mas não vamos desistir’, dizem Greenwald e David no Guardian

Publicado em 29 janeiro, 2020 12:42 pm

Do Guardian:

Uma cobertura substancial da mídia ao longo do ano passado, no Brasil e no exterior, foi dedicada a ameaças e ataques que recebemos, separadamente e em conjunto, devido ao nosso trabalho – David como congressista e Glenn como jornalista.

Esses incidentes foram retratados, com razão, como reflexo do clima cada vez mais violento e antidemocrático prevalecente no Brasil como resultado do movimento de extrema-direita, autoritário e de apoio à ditadura do presidente Jair Bolsonaro, que consolidou um poder substancial nas eleições realizada no final de 2018.

Houve muita discussão quando David entrou no congresso no início de 2019, depois que o único outro membro abertamente do LGBTQ +, Jean Wyllys, fugiu de seu assento e do país com medo de sua vida. Como celebridade de longa data LGBTQ + e única deputada LGBTQ + no Congresso, Wyllys enfrentou constantes ameaças de morte e até intimidação de colegas do congresso.

Suas múltiplas brigas com Bolsonaro e seus filhos fizeram dele um objeto particular de desprezo por esse movimento. O fato de eles agora ocuparem o poder em grande escala tornou insustentável a permanência no Brasil.

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