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A falha grave na pesquisa que concluiu que home office piora saúde mental

Pessoa trabalhando em notebook em ambiente doméstico
Ambiente doméstico de trabalho. Foto: Reprodução

Uma pesquisa de economistas das universidades Harvard e da Virginia, nos Estados Unidos, ganhou repercussão ao associar o trabalho remoto a mais tristeza, ansiedade e depressão. O estudo analisou dados de 568 mil pessoas e atribuiu o resultado à menor interação social fora do escritório.

Mas a pesquisa não verificou se os participantes trabalhavam efetivamente de casa. Os autores classificaram as ocupações entre “remotizáveis”, que podem ser realizadas a distância, e “não remotizáveis”, que exigem presença física. Uma pessoa pode exercer uma profissão compatível com o home office e, ainda assim, atuar presencialmente.

Essa distinção limita a conclusão sobre os efeitos do trabalho remoto na saúde mental. Além disso, a diferença de bem-estar identificada foi pequena e ocorreu apenas entre pessoas que moravam sozinhas; entre participantes que viviam com familiares ou cônjuges, o efeito foi nulo.