A forte declaração da funcionária do Cefet que comoveu colegas após o ataque

Uma funcionária do Cefet Maracanã, que preferiu não se identificar, afirmou neste sábado (29) que poderia ter sido uma das vítimas do ataque que resultou na morte da diretora Allane Pedrotti e da psicóloga Layse Pinheiro. Segundo ela, o autor dos disparos, João Antônio Miranda Tello Ramos Gonçalves, a perseguia no ambiente de trabalho. “Se eu não tivesse saído meia hora mais cedo, teria morrido também”, disse a servidora.
De acordo com seu relato, João a vigiava na entrada e no setor em que atuava e discordava da forma como ela desempenhava suas funções. A funcionária afirmou que o comportamento dele se agravou nos últimos anos, atingindo outros colegas e superiores. O ataque ocorreu nesta sexta-feira (28), quando João entrou em duas salas distintas, atirou contra as funcionárias e depois tirou a própria vida.
Allane e Layse foram socorridas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiram. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, que apura o histórico funcional do agressor, seu afastamento por questões psiquiátricas e relatos de perseguição feitos por servidores da instituição.
