A fruta de quintal que voltou aos jardins e chama atenção pela nutrição

A guabiroba, fruta tradicional de quintais brasileiros, voltou a ganhar espaço em jardins e áreas domésticas por combinar valor ornamental e interesse nutricional. Parente da goiaba e da pitanga, a planta é típica do Cerrado e da Mata Atlântica e chama atenção pela copa densa, pelas flores brancas e pelos frutos amarelos a alaranjados, consumidos quando maduros.
A árvore, de nome científico Campomanesia xanthocarpa, pode chegar a 15 metros de altura e é semidecídua, ou seja, não perde toda a folhagem nos períodos de seca. A frutificação costuma ocorrer no início do verão, entre novembro e dezembro, depois da floração, registrada entre setembro e novembro. As flores atraem abelhas e outros polinizadores, o que ajuda a explicar o retorno da espécie a quintais e projetos de jardinagem.
No prato, a guabiroba é descrita como uma fruta de polpa firme, doce e suculenta. Ela reúne vitamina C, vitaminas do complexo B, sais minerais, carboidratos, proteínas e niacina, também chamada de vitamina B3, nutriente associado ao metabolismo, à reparação do DNA e à saúde do sistema nervoso.
Estudos recentes investigam compostos antioxidantes da fruta e possíveis propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e de redução do colesterol, ao menos em pesquisas com animais. Outras partes da árvore também são usadas de forma tradicional: chá feito com folhas e parte da casca é citado por seu uso em problemas digestivos e por efeito anti-inflamatório.
