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A loja no centro de SP usada pelo PCC para lavar dinheiro

Barão de Paranapiacaba, a ‘Rua do Ouro’, no centro de São Paulo. Foto: André Porto/UOL

A joalheria Paraíso Joias, que fica na Rua Barão de Paranapiacaba, a “Rua do Ouro”, no centro de São Paulo, é investigada por lavagem de dinheiro ligada ao líder do PCC, Silvio Luiz Ferreira, o Cebola. A investigação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) revela que a loja movimentou R$ 956 mil em transações de um laranja associado a Christianne Loiola, companheira de Cebola. O inquérito aponta um esquema de R$ 3,9 milhões envolvendo outros negócios.

A joalheria, registrada como SHM Mourad Joias ME e pertencente a Skeye Hussein Mohamad Mourad, faturou R$ 5 milhões entre março e agosto de 2020, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

“É uma empresa perfeita para movimentação de capitais de origem espúria”, afirmaram os investigadores ao Uol. Cebola, membro da cúpula do PCC, é apontado como operador do tráfico de cocaína no Brasil e foi alvo de várias investigações, incluindo a Operação Fim da Linha, do MP-SP, que investiga lavagem de dinheiro nas empresas de ônibus Upbus e Transwolff.

Cebola está foragido desde 2020, após a Operação Sharks identificar o alto escalão do PCC. Uma denúncia anônima levou o Deic a descobrir que Christianne, acionista da Upbus, coletava dinheiro de membros da facção e depositava na conta de Ricardo Reis Fontes, um laranja. Outras companheiras de líderes do PCC também transferiram dinheiro para Ricardo. O esquema envolvia a joalheria, uma concessionária Yamaha, uma adega na favela da Alba, leilões da Caixa Econômica Federal e garimpo ilegal na Amazônia.

Nota da Paraíso Joias

A Paraíso Joias nunca participou de qualquer esquema de lavagem de dinheiro, nem praticou ilegalidades em seus 30 anos de atuação: todas as movimentações financeiras correspondem à venda de produtos e são declaradas à Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), de acordo com os termos da lei. Uma das primeiras empresas integralmente administradas por uma mulher de origem libanesa no Brasil, a Paraíso Joias pertence a Skeye Hussein Mohamed Mourad. A defesa tem a certeza de que, ao final das apurações, restará comprovada a lisura das operações da joalheria.

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