A morte no sítio do bolsonarista Marcelinho Carioca que mobiliza família há 15 anos

Servio Machado de Campos, de 75 anos, e sua esposa Pedra Batista, de 69, lutam há 15 anos para receber uma indenização pela morte de seu filho, Cristiano Donizeti Machado de Campos, que foi pisoteado por um cavalo no sítio do ex-jogador bolsonarista Marcelinho Carioca em 1998. O jovem, que não tinha treinamento para lidar com o animal e trabalhava na propriedade sem contrato formal, foi incumbido de recapturar o cavalo que havia fugido, foi atacado e não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Folha de S.Paulo, a família processou Marcelinho Carioca três meses depois da morte, exigindo uma indenização de R$ 137 mil. No entanto, o ex-jogador negou responsabilidade, afirmando que Cristiano foi contratado pelo caseiro da propriedade e morreu por sua própria culpa. Após várias tentativas de contestar a decisão judicial, o valor da indenização foi aumentado para R$ 690 mil devido aos juros e correção monetária.
Apesar das derrotas legais, o ex-jogador nunca pagou a indenização, e a Justiça chegou a bloquear suas contas, sem sucesso em encontrar valores disponíveis. A família agora tenta penhorar os créditos que Marcelinho possa receber devido a um possível golpe financeiro envolvendo a Fazenda Boi Gordo, no qual o ex-jogador estaria envolvido.
A luta da família continua enquanto o casal de idosos, com dificuldades financeiras, espera receber a indenização. “Nosso sonho é ver nossos pais com uma vida tranquila”, disse Thiago Campos, irmão de Cristiano, esperando que seus pais possam descansar e viver sem precisar trabalhar nas ruas.
