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A nova regra sobre a participação de mulheres trans nas Olimpíadas

Anéis olímpicos em frente à sede do COI em Lausanne, na Suíça. Foto: Denis Balibouse/Reuters

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma nova política para as competições nas categorias femininas dos Jogos Olímpicos, determinando que apenas atletas biologicamente do sexo feminino, definidas por um teste genético único, poderão participar dessas modalidades. A decisão gerou reações de diferentes grupos, especialmente em relação à participação de atletas transgêneros e intersexuais.

A medida foi formalizada em um comunicado em que o COI destacou que, a partir de agora, mulheres trans deverão competir na categoria masculina nas Olimpíadas. Além disso, as atletas transgênero XY e com sensibilidade a andrógenos, assim como intersexuais, poderão participar de competições masculinas ou em categorias mistas, dependendo da modalidade.

Kirsty Coventry, presidente do COI e ex-atleta olímpica, defendeu a decisão, alegando que ela garante uma competição mais justa. “Até as menores margens podem ser a diferença entre vitória e derrota. Portanto, é absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, simplesmente não seria seguro”, disse.

A nova regra gerou oposição de mais de 80 grupos de direitos humanos e defensores do esporte, que consideram as medidas um retrocesso nos avanços pela igualdade de gênero no esporte. A Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) criticou o posicionamento do COI, acusando-o de retomar práticas excludentes sob o pretexto de ciência.