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A orelha pode prever um infarto? O que a ciência realmente diz

O influenciador Henrique Maderite apresentava uma marca parecida com o ‘sinal de Frank’ na orelha. Foto: Divulgação

Após a morte súbita de um influenciador de 50 anos por infarto, uma dobra diagonal no lóbulo da orelha viralizou nas redes. Conhecida como sinal de Frank, a marca foi descrita em 1973 pelo médico Sanders Frank e já foi associada em estudos à maior prevalência de aterosclerose e doença arterial coronariana. Nas buscas online, cresceu a dúvida: “Eu tenho isso. Significa que vou infartar?”

Especialistas ressaltam que a relação é estatística e limitada. Ter o sinal não significa ter doença cardíaca, assim como sua ausência não garante proteção. Pesquisas mostram que, isoladamente, o achado tem baixo poder diagnóstico e altera pouco a probabilidade real de infarto ou AVC.

O risco cardiovascular continua ligado a fatores consolidados como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e sedentarismo. Ferramentas como escores clínicos e exames específicos são mais eficazes para avaliação individual. O sinal pode servir de alerta médico, mas não substitui consulta, exames e acompanhamento regular.